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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Copa Ubarrarrá!

Não sei se todo mundo já ouviu essa expressão, mas lá pros lados de Pinheiro Machado e demais cidades da região da Campanha, costuma-se usar o "ubarrarrá!" - assim mesmo, exclamativo - quando alguma coisa é feita sem pensar, aos trancos e barrancos. A Libertadores, de forma geral, é mais ou menos assim, feita e jogada no ubarrarrá.

A promoção do torneio é amadorística demais. Não precisa tão cheia de frescuras quanto uma Champions League, mas um pouco de capricho e organização não fariam mal à principal competição de clubes do continente americano. Só que isso é história pra outro texto.

O que importa agora é o jeito que os times jogam a Libertadores. Tá cheio de teórico do futebol explicando que o Fulano joga no 4-2-3-1, ou no 4-4-2 com "wingers" e o cacete. Mas de quê adianta tudo isso se, no final das contas, o que se vê na maioria dos jogos é a tática do ubarrarrá?!

O jogo do Inter contra o Fluminense ontem é exemplar. Se aguarda tanto tempo pra ver um confronto entre o time de melhor campanha do torneio contra aquele que todos dizem ter um dos melhores elencos do Brasil para, com a bola em jogo, se assistir a um festival de bicos na direção dos centroavantes. Parece que ninguém treina junto, é tudo aos trambolhões. Trombada, chutão, falta. Não deve em nada a um jogo entre Farroupilha e Bagé numa tarde nublada de inverno no Nicolau Fico. Coisa para os fortes - e pacientes!

Esse é o nível da Libertadores. E não quero aqui que vire um futebol fresco, tipo espanhol, onde o zagueiro fica assistindo o adversário jogar e quase pede desculpas quando precisa colocar uma bola pra fora. Não é assim! Mas, alamierda!, também não precisa torrar a paciência de torcedores e espectadores judiando da bola o tempo todo. Aí vira só Ubarrarrá!

É brabo isso daí, tchê!

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