Páginas

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Dos tapetes europeus aos cocurutos brasileiros

Dois títulos holandeses, dois italianos e um espanhol. Quatro vezes campeão da Champions League e três vezes campeão do mundo.

Campeão inglês, da Europa League, da Supercopa da Uefa e da Copa América. Duas vezes ganhador da chuteira de ouro da Uefa e uma bola de ouro como melhor jogador da Copa do Mundo de 2010.

Estes são, respectivamente, Clarence Seedorf e Diego Forlán. Resolvi abrir o texto com um resumo do currículo de ambos porque a rodada dos campeonatos estaduais desta quarta (30) chamou a atenção para o quanto a vida de um jogador de futebol é feita de extremos.

Foto: Cleber Mendes / Lancenet
Habituados a grandes clubes, competições de prestígio mundial e estádios majestosos, o meia holandês e o atacante uruguaio viveram praticamente o oposto. A exceção fica por conta das tradicionais camisas que vestem.

Foto: Alexandre Lops / Internacional
Não duvido que nos vestiários dos acanhados estádios Proletário Guilherme da Silveira Filho (vulgo Moça Bonita, em Bangu) e Antônio Vieira Ramos (o Vieirão, em Gravataí), ambos tenham ficado alguns segundos em silêncio, fitando o vazio e pensando no luxo de um San Siro ou Old Trafford.

Há três anos, enquanto assistia pela televisão Seedorf coordenando o meio de campo do Milan e Forlán empilhando gols pelo Atlético de Madrid em arenas lotadas, alguém imaginaria que hoje ambos disputariam estaduais do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul? E mais: que o futebol de ambos seria testemunhado por 1.154 cariocas e 3.627 gaúchos? Duvido.

Grandes nomes do futebol mundial tropeçando em gramados meia-boca e disputando um chuveiro após as partidas. Claro, qualquer um de nós ficaria muito feliz em estar no lugar deles e faria pouco caso disso ao imprimir um extrato da conta bancária. Mas vai dizer que não é curioso?